22 03 2022

A Importância da acessibilidade digital - conheça as boas práticas

A Importância da acessibilidade digital - conheça as boas práticas
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As suas páginas na internet são acessíveis a todos os usuários?

Segundo o IBGE, o Brasil tem mais de 17 milhões de pessoas vivendo com algum tipo de deficiência. No entanto, pouquíssimos sites no país preocupam-se com a acessibilidade digital. Ou seja, na maior parte das vezes, pessoas com deficiência não conseguem ter a mesma qualidade de acesso daquelas sem deficiência.

A acessibilidade digital não deveria ser um diferencial para as empresas, mas sim uma regra para a melhor usabilidade da internet (esse é um direito inclusive previsto na Constituição Federal). Pensando nisso, a World Wide Web Consortium (W3C) Brasil produziu uma cartilha de boas práticas para a acessibilidade digital.

Vamos conhecer essas práticas? Acompanhe o artigo e entenda mais sobre o assunto!

O que é acessibilidade digital?

A internet surgiu como um facilitador para a maior parte da população quando falamos sobre o acesso às informações e à interação, mas para aquelas pessoas que vivem com algum tipo de deficiência, ainda existem obstáculos para uma acessibilidade completa, e não são poucos.

Segundo a World Wide Web Consortium (W3C) Brasil, podemos definir a acessibilidade digital como sendo “a possibilidade e a condição de alcance, percepção, entendimento e interação para a utilização, a participação e a contribuição, em igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia, em sítios e serviços disponíveis na web, por qualquer indivíduo, independentemente de sua capacidade motora, visual, auditiva, intelectual, cultural ou social, a qualquer momento, em qualquer local e em qualquer ambiente físico ou computacional e a partir de qualquer dispositivo de acesso”.

Em resumo, para uma página na internet ser considerada acessível digitalmente, ela precisa ser de fácil entendimento e navegação para TODOS os usuários, sem a necessidade de ajuda de terceiros.

E é possível! Já existem à disposição um conjunto de recursos e medidas que possibilitam a inclusão de todos, basta colocá-los em prática.

A importância da acessibilidade

Como mencionamos anteriormente, a acessibilidade digital é um direito previsto na Constituição brasileira. Nós temos, atualmente, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) em vigor, mas infelizmente ainda há muito o que se fazer quando falamos sobre o ambiente digital.

Menos de 1% dos sites são acessíveis para todos no Brasil e esse é um dado preocupante. Pessoas com deficiência já estão inseridas nas mais diversas áreas da sociedade e na internet não é diferente. São pessoas que estão sedentas por informação e possibilidades de consumo. É extremamente negligente não considerar essa grande parcela da população como público-alvo em seus projetos.

Logo, se o seu site não possuir recursos para facilitar a usabilidade para todas as pessoas, você estará perdendo uma grande oportunidade de se comunicar e fazer negócios com potenciais clientes.

Mas é claro, para muito além das vendas, a acessibilidade digital é de extrema importância para que possamos caminhar para a conquista de uma sociedade melhor e mais igualitária. Ninguém deveria ser excluído de nenhum ambiente.

Quem são os beneficiados?

A acessibilidade digital pensa no usuário como um todo, ou seja, ela beneficia tanto pessoas com deficiência quanto pessoas sem deficiência. Veja a seguir exemplos de recursos e benefícios:

  • Pessoas cegas ou com baixa visão: utilizam leitores de tela para acessar os conteúdos, para tanto é preciso que os sites sejam adaptados e construídos de forma assertiva para que o programa compreenda tudo. Conteúdos disponibilizados em áudio também são facilitadores.
  • Pessoas com deficiência auditiva: para acessar conteúdos é preciso que estejam disponibilizadas transcrições, legendas e traduções em Libras.
  • Pessoas com deficiência motora: precisam de sites que disponham uma facilidade de navegação por todos os menus e seus subitens, serviços, formulários e informações disponíveis, para que seja acessível pelo teclado.
  • Pessoas com deficiências intelectuais: o ideal é que os conteúdos sejam disponibilizados em diferentes formatos, como em texto, áudio e vídeo, para que escolham o que se adapta melhor e, assim, aprimorar os seus estudos.

Boas práticas

Quando falamos em “boas práticas”, não estamos falando sobre um guia que dita regras e obrigações. Você verá que muitas das dicas que iremos apresentar aqui são complementares entre si ou podem ser utilizadas sozinhas.

As práticas citadas aqui são resumidas da cartilha divulgada pela World Wide Web Consortium (W3C) Brasil e englobam as áreas de criação de conteúdo, desenvolvimento da página e design.

Veja a seguir:

Na programação da página

Atenção programadores, durante o desenvolvimento da página, também existem algumas práticas que podem facilitar e muito a acessibilidade de todos. Em primeiro lugar, estão os códigos mais simples, limpos e com uma semântica adequada. Dito isso, mesmo com os códigos ajustados, alguns pontos merecem atenção, como por exemplo:

Descrição das imagens: direcionado à pessoas com algum tipo e nível de deficiência visual, a descrição de todo conteúdo não textual é essencial. A descrição da imagem pode ser informada no próprio texto ou por meio de um atributo específico do elemento img no HTML.

Hierarquia de cabeçalhos: quando alguém está utilizando um leitor de tela para navegar, existem uma série de atalhos de teclado que podem facilitar esse processo. Devemos definir, portanto, de maneira correta os cabeçalhos H1, H2, H3, etc.

Links e atalhos de navegação: todo link deve ser pensado para a navegação pelo teclado para facilitar a acessibilidade de pessoas com deficiência visual e/ou motora. Para isso, são utilizados atalhos de navegação pelo teclado, como o TAB, ALT ou SHIFT + ALT, por exemplo.

Estrutura de formulários: por envolver, diretamente, a interação do usuário, a programação deve considerar o acesso às informações não apenas para leitores de tela, mas também por pessoas que utilizam navegadores gráficos.

Identificação do idioma principal usado na página: todo site deve identificar o idioma utilizado na página para facilitar o funcionamento dos leitores de tela, visto que palavras estrangeiras são pronunciadas da mesma forma que são escritas. Por exemplo, a palavra “site”, será lida exatamente da maneira que se escreve em português, e não como “saite” (pronúncia em inglês). Além disso, existem também recursos para adicionar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para a acessibilidade de pessoas com deficiências auditivas.

Além destas, outras práticas como a utilização de padrões HTML e CSS, e outras funcionalidades mais complexas – que não podem ser resolvidas apenas com um código organizado – podem ser corrigidas com especificações técnicas.

No design

No design, devemos pensar em algo que facilite a leitura e que facilite o entendimento dos elementos.

Alguns cuidados essenciais incluem o tamanho das fontes, a utilização de cores contrastantes, evitar o alinhamento centralizado nos blocos de textos e não utilizar textos justificados, evitar o texto em itálico, cuidar para que o espaçamento entre os elementos seja consistente e não deixar dúvidas entre a relação do conteúdo.

Além disso, os links devem ser facilmente identificados, e não confundíveis com blocos de texto. Lembrando também que todo elemento informativo, como ícone, precisa de um elemento textual que o descreva.

No conteúdo

Durante a criação do conteúdo, a primeira coisa a se pensar é na diversidade de formato. Apesar do texto ser uma das formas mais importantes de transmissão de informação pela internet, o conteúdo em áudio e o conteúdo em vídeo devem ser sempre considerados, pois são uma forma de facilitação para a audiência que, por diferentes tipos de deficiência, possa ter alguma dificuldade com textos.

Dito isso, é importante lembrar que todo conteúdo em vídeo deve ser legendado (ou ter uma janela de Libras) e conter audiodescrição. Já os conteúdos de podcasts precisam ter sua transcrição em texto. Ou seja, todo formato de conteúdo é complementar e deve caminhar de mãos dadas.

Todo conteúdo não textual deve conter a descrição da imagem e durante essa descrição é importante evitar redundâncias e adjetivos que representam juízo de valor, de preferência ser simples e direto.

Nas redes sociais, já existem recursos que facilitam a acessibilidade e páginas específicas para esclarecer dúvidas e anunciar novidades. No Instagram, por exemplo, é disponibilizada a legenda especial para descrição de imagens para cegos. O recurso é chamado de texto alternativo e pode ser encontrado na opção “configurações avançadas”.

Por aqui na WB Web já começamos o movimento para oferecer acessibilidade a todos. Agora você encontra todos os nossos conteúdos também disponíveis em áudio e esse deve ser só o começo. Nós acreditamos na busca constante para encontrar a maneira mais dinâmica possível de nos relacionar com o público.

E não é tão complicado assim, não é mesmo? Esse tema é muito necessário na sociedade atual e a WB Web quer te ajudar a deixar os seus conteúdos cada vez mais acessíveis para a população em geral. Entre em contato e vamos conversar mais sobre o assunto!

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Autor

Redator(a) WB Web

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